TxaRaM! Queres Vir?

Durante este Inverno investimos muita da nossa energia em criar estruturas de captação de água – swales, de formato suave – a vala e combro , em curva de nível e onde colocámos centenas de árvores e estacas, sementes sem conta… diversidade… diversidade… diversidade…

Em Fevereiro de 2017 fizemos o chamado para desenhar, semear e plantar as duas primeiras linhas em curva de nível e entre elas surgiu a horta com uma nova direcção e rega em gota-a-gota.

Finalmente chegou o broadfork com o Outono e com ele começámos a desenhar a horta de inverno, entre aquilo que ainda permanecia da horta de verão, mas desta vez a perspectiva da verticalidade permitiu-nos apreciar a quantidade de flores, diferentes folhas, árvores… que estava a crescer nos ditos swales… uAu!

Foi aí que ficou claro que queríamos fazer mais dois swales na horta e começar a desenhar swales na área da floresta, no topo do terreno.

As mãos chegadas em Dezembro foram dadas à tarefa de começar a desenhar, semear e plantar no topo do terreno, entre a jovem floresta, os três novos swales, choveu um pouco e a palha que tínhamos colocado por cima manteve a humidade… fomos vendo algumas sementinhas germinando!

Fomos à Festa da Semente e claro partilhámos sementes, estórias e experiências, e como no ano passado também convidámos à ajudada… é sempre bom estar entre gente que tem sonhos compartidos!

Aconteceu no dia 13 de Fevereiro, estivemos praí uns 15 adultos e 6 crianças, pessoas trazendo ferramentas e muita vontade de ajudar! Assim de enxada, de ancinho, de colher de pau fomos fazendo o que era de ser feito… com tempo para tudo! O almoço foi feijão frade com batata doce, acelgas, ovo cozido, azeite com cebola e salsa, azeitonas… 99% ingredientes da nossa horta! Depois do almoço fomos dar um passeio onde apresentámos o nosso percurso relativamente à utilização da água e implementação de árvores no terreno… e porquê escolhemos agora focar a nossa energia na realização destas estruturas de captação de água – os swales! Nesse dia fizemos e finalizamos o terceiro swale na horta. Felizmente houve mãos que ainda ficaram e ainda conseguimos dar a forma, semear e plantar o quarto!

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…que nos alimenta!

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desenhando a paisagem com linhas suaves – swale!

É Março agora e todos estes swales estão carregados de sementes, árvores, estacas e com tanta água!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Mudou entretanto o foco da nossa atenção e já começámos a desenhar a horta de primavera/verão! Na estufa germinam as primeiras sementes para os transplantes de Abril…e na próxima semana segue a sementeira lá dentro! Cá fora, antes desta bendita chuva, fechámos as sementeiras de Outono/inverno e abrimos algumas de primavera/verão… Oxalá o caos se instale e germine tudo por todo o lado!

Fazemos o chamado às MÃOS DADAS – woofers – Voluntários… pois depois destas benditas chuvas txaram… vai haver ervas para todas as mãos, sementes para cada buraco, composto para alimentar as plantas, … e todo um alvoroço característico da Primavera…nós como seres vivos deste planeta também vibramos ao ritmo desta estação, queres vir?

 

 

 

 

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Um dia de Autonomia Regional = Cooperação /Partilha

 

 

 

 

 

 

 

Acontece há 6 anos a Festa da Semente!

É uma iniciativa de várias pessoas que também representam familias, grupos, comunidades, iniciativas… contudo é com vista ao Bem Comum e dando passos rumo à Autonomia Regional que nos juntamos para a sua realização!

Um programa que promete anunciado no cartaz!!!!

Haverá mercado com produtos locais para todos os gostos! !!! 

Tragam os bolsos com sementes para trocar, e um farnel para partilhar…

Está garantido o espaço de conforto para crianças!

Haverá chá quentinho, sopa da terra, pão …

Entre as 10 e as 17h em S. Martinho das Amoreiras…

Motivos de sobra para nos encontrarmos e sonharmos a Autonomia Regional….?

 

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Saborear o Monte Mimo…

Está lançada a época de saborear o Monte Mimo … seguem as datas das nossas bancas:

Lisboa :: 2 e 3 de Dezembro – Feira Anjos 70, no Regueirão dos Anjos – das 11h às 19h

Alvalade do Sado :: 2 de Dezembro – no Largo do Jardim – das 10h às 17h

Ourique :: 16 de Dezembro – Jardim junto aos autocarros – das 9h às 13h

S. Luis :: 17 de Dezembro – Feira da Alegria – das 9h às 13h

Porto :: a partir do dia 18 de Dezembro – local ainda por definir

Caso procures mais informação sobre os sabores e cores do Monte Mimo vem ter connosco a qualquer uma destas bancas ou contacta-nos: mimo@ecobytes.net

Até breveeeeeeeeee!

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Vida no campo…

Em Agosto aconteceu a acção – Defender o Sagrado; Não ao Furo, Sim ao Futuro! – onde foram ritualizados o Fogo e a Água como elementos sagrados da Vida! (em Odeceixe)

Qual a importância do Fogo?

Qual a importância da Água?

O que estão a manifestar: o Fogo quando se transforma em incêndios sem controlo; e a Água quando é ora escassa ora excessiva???

Qual é o ensinamento que ainda não estamos a perceber e o é que podemos alterar? ? ?

Somos também vitímas dos incêncios e da seca. Queremos resgatar a dimensão divina, onde o elementar é sagrado!!!

O que vivêncio na ruralidade é a destruição dos ecossitemas para a implementação de sistemas agroindustriais ou turismo-industriais. Onde se respeitam os diferentes elementos e seres – há ainda vida em harmonia, em paz?

O ecosisstema Mediterânico tem fauna e flora características, tradição de cultivo e de pastoreio… onde a Água e o Fogo desempenham papeis principais … Mas o Ser Humano tem vindo a domesticar tudo com o foco na produção e perdeu-se o fio da meada! Virou uma luta: a luta pelo controle da água e a luta pelo controle do fogo!

Peço solidariedade entre os Povos, os Elementos, todos os Seres: Todos queremos estar bem!!!

A Água há de sempre ir pelo caminho mais fácil…

Em Outubro de 2016, a Caminhada pela Água, pela Bacia Hidrofgráfica do Rio Sado – entre Colos e Alcácer – foi uma grande inspiração e também uma constatação do que está a acontecer nesta paisagem! Caminhámos e falámos com pessoas ligadas ao sistema de abastecimento de água das aldeias e vilas… habitantes e reponsáveis. É impressionante a falta de conhecimento sobre o caminho que faz a água até chegar à torneira lá de casa. . . mas também é impressionante ver a naturalidade dizendo de terem secado já 11 dos poços de água que abasteciam Relíquias, que no Verão a Vila é abastecida por camiões com cisternas de água da barragem da Rocha… Como será o Futuro desta Vila? Quais as soluções que estão a ser equacionadas???

Qual o impacto que estas paisagens Dantescas do Regadio Alentejano onde se vê uma Árvore, com sorte, a cada 700 mts, onde o solo escalda durante o Verão e é lavrado todos os anos…. para um sobre-pastoreio… para uma agricultura intensiva. Porque será que chove menos???

O Clima não é algo aleatório!!! É uma série de circunstâncias ligadas a temperatura – pressão – humidade que se desenvolvem de acordo com a paisagem. Hectares e hectares praticamente sem vegetação faz com que a humidade relativa seja baixa (menos pressão hidrica/menos chuva) e quando chove ocorre a lixiviação/escorrẽncias… não se infiltra porque o solo não tem estrutura, não tem raizes… assim não alimenta o solo! Há excesso de lavra com grandes tractores, há excesso de animais… as monoculturas estão cá para servirem a agroindustria…. Assim Não Há Vida Neste Solo!

Mas estes grandis agriculoris/pessoas querem estar bem e também elas são vitimas da seca e dos incêndios. Também são vitimas desta luta que criam por um modo de produção standardizado e subsidiado por um Estado, por uma Comunidade, cujo foco é a produção/ o crescimento económico e não a regeneração/ o bem comum. Possa a regeneração acontecer nelas, nas suas ideias…

A solidariedade é também para com estas pessoas que vivem esta ruralidade ditada pelas regras da produção e do capitalismo. Sei das dificuldades e medos que surgem quando vivemos na terra, da terra e que muitas vezes nos falta a coragem/visão para viver com a Terra!

Da Calma vem a Força…

Existe o conceito de Plantar Água! Com valas de retenção: rentendo a água na vala vai alimentando as árvores, arbustos, etc, plantados no combro, que vão povoando de sombras o solo. A este conceito se tivermos o cuidado de diversificar: plantas perenes, flora comestível, folhas caducas…pode-se simplóriamente explicando, chamar AgroFloresta.

Realço que um acto de solidariedade pretende-se pacífico, em harmonia e deve respeitar os ciclos naturais da vida-morte-vida.

Que a Regeneração aconteça! Manifeste-se na erva que nasce da humidade, na ideia que surge de uma perda, no pássaro que semeia do que comeu…

Viva a Todas as Pessoas que vivem no campo… possamos todos

inspirar e expirar actos de viver com a Terra… por forma a facilitar

a vida de estas e ainda mais pessoas no campo, em Harmonia, em Paz…

EM SOLIDARIEDADE!!!

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Parece que morre … mas ascende!

No final de Janeiro começamos a trabalhar a terra com o Macho, charruando… e em meados de Fevereiro, com o apoio de muita boa gente plantámos duas linhas de agrofloresta… 400 árvores, e ainda muitas e variadas sementes!!!

Na estufa, em Fevereiro, colocámos  sementes do lado direito e no lado esquerdo em Março …

 

 

As pilhas de composto foram feitas nos princípios de Dezembro… misturando folhas de oliveira, estrume do Mimo, estrume das galinhas, cinza, ervas frescas e regando com água cada camada…

Em Janeiro demos uma volta ao composto e em Abril …voilá… sai da pilha rumo ao campo!

Na carroça, modelo do ano 2017, construida aproveitando partes de outras viaturas… só vendo a tecnologia é que dá para perceber … the ultimate!

 

Chega o composto aos regos que foram abertos pelo Mimo, com o abre regos. Pela manhã espalhamos o composto.. à tarde fazemos os transplantes.

 

Ou seja em Abril estamos a transplantar o que semeamos em Fevereiro. A rega é levando água a cada planta, durante uma semana… e ela pega! olé!!!

O lado direito da estufa está quase todo transplantado… o lado esquerdo é já de seguida!

No centro estão sementes de árvores… lá para o fim do próximo inverno é que irão ser colocadas na terra.

Entretanto as árvores e sementes que ficaram nas linhas de agrofloresta, em Fevereiro estão vivas e crescem!!!

 

Além dos transplantes destas últimas semanas fizemos a sementeira de diferentes variedades de abóboras, feijão catarino e milho branco!

Seguirá então a continuação dos transplantes e sementeiras. . .  Além dos trabalhos que lhes sucedem, ou seja a aplicação do churume de urtiga nas plantas que já estão pegadas, para lhes aumentar o sistema imunitário, de 15 em 15 dias… passar com a binnete junto às plantas para tirar as ervas que vêm nascendo, montar o sistema de rega gota-a-gota e empalhar… o termino desta fase é criar as estruturas para suportar os tomateiros  e ir tirando os ladrões (capar os tomates)!

A meados de Julho estaremos na fase de transformação das colheitas… secar, fazer polpas, pickles, iguarias que já alguns conhecem…

E venham daí … vocês que querem vir dar uma mão!!! A época de woofing está aberta aqui no Monte Mimo!!! Recebemos quem vier por bem! Contacta-nos para mimo@ecobytes.net

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Oficina de Horta bio-energetica!

Existem muitas técnicas para criar canteiros de permacultura, para produzir composto , etc… mas na realidade, existe muito pouco sobre as ferramentas que todos usamos diariamente para alcançar este grande trabalho na horta!

Por falta de ferramentas adequadas, recorremos muitas vezes a uma postura incorreta no trabalho com a horta, que faz com que os nossos corpos e as nossas mentes se possam ressentir com dores ou até com falta de motivação para continuar e muitas vezes aceitamos que estas condições são parte do trabalho.

Através desta oficina vais perceber quais são as melhores ferramentas para serem usadas e de que forma usa-las, de maneira a que o teu corpo vai estar agradecido ao final do dia!

A oficina de horta bio-energetica é dada pelo Robert Wiener, professor em Tamera, que pela sua vivência foi desenvolvendo as técnicas que serão abordadas e experimentadas.  Visitem o seu website:
www.bioenergetic-gardening.com

The workshop will be unfolded with theoretical and practical teachings with the modules:
-Introduction to the improved tools;
-Embodiment of the use of the tools
-Review of all steps to create an efficient garden bed
-Physical training with yoga techniques
-Integration of the learnings in your own realities
-Conversation about gardening in community

O curso acontece em Inlgês e é possível haver tradução em Portugués para quem precisar, agradecemos o aviso no acto da inscrição!

This course can host 10 participants. Esta oficina pode receber 10 participantes! It will be guided in English, with Portuguese translation if needed.

A T E N Ç Ã O :: Valor da Oficina: 60 € (inclúi refeições). 50 € se te inscreveres até dia 2 de Abril. :: Seminar fee: 60€ (incl. meals). 50€ if booked until April 2nd.

Contacta-nos para saberes mais sobre a oficina e te inscreveres!
Please contact us to know more about the workshop and register!
http://www.bioenergetic-gardening.com/events/workshop_alvalade_do_sado

A student shares about her experience in one of Robert’s workshops: “For me it was very important when Robert explained his way to approach the earth and the link with our body and mind.”

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Agrofloresta… Monte Mimo Fevereiro 2017

…anos falando em eucaliptus… ouvindo Eu Kali ptus ptus ptus!

casaMas um dia …num processo acompanhado:    … surge mais uma vez a pergunta… fará sentido aqui no Monte Mimo eucaliptus?      … surge então o desafio de o nosso propósito ser a regeneração da terra e não a produção!   … surgem os moços, Andrea e Duarte, que se propõem a fazer aqui uma experiência …

Vai-se desenhando Re.Pa.So. (Reconhecimento Participado e Solidário), onde se misturam pessoas e sonhos, que tanto se baralham que em modo de parto natural surge … a agrofloresta! Um projecto, vários desenhos, ora em linhas rectas formando quadriculas ora em linhas curvas mostrando os vários planos de corte…

af3Onde? Por baixo da zona de pasto dos animais, mas primeiro muda-se a vedação para a curva de nìvel…

Qual a dimensão e o desenho? Toda a largura (+/- 100 m) da zona de pasto e usando a curva de nível…duas faixas arbóreas de 3 m de largura que no centro têm uma faixa de 5 m para hortícolas… as dimensões estarão pois sujeitas a desvios devido às cruvas de nível.

af6Que ferramentas e que estrutura? Para as linhas arbóreas: A charrua que lavra puxada pelo Mimo, seguida da grade. Depois pela leitura do nível com o Laser marcam-se as curvas de nível no ponto de inflexão (do côncavo para o convexo). Usando enxadas e ancinhos vai-se puxando a terra fazendo a estrutura para captação da água, uma estrutura suave, sensual pois o declive deste terreno é pequeno e assim pede… tendo em conta onde está o ponto de fuga e o ponto de entrada… verificando-se o nível no fundo (côncavo) e na marca de água, tendando prevenir que não haverá fugas por pontos fracos.

af10Que plantas? Com espaçamento de 1 metro: Eucaliptus (100), medronheiros (50), tagasastes (50), pilriteiros (3), giestas, diospireiros ; estacas de: salgueiros, figueiras, romanzeiras, sabugueiros; sementes de : trevo, girassol, espinafre, favas, cravos túnicos, pastinaca, acelgas, funcho, urtigas…

O Fazer? Um chamado a amigos e amigas resultou! Vieram cerca de 15 pessoas, algumas enxadas e ancinhos, a passar um dia de puxar terra, plantar árvores, empalhar…. muita partilha e experiência compartida!

Duas áreas arbóreas desenhadas, formadas e plantadas =190m*3m !

af8Agora é observar e aprender… para já ficaram árvores. plantas, captação da água e um banco de dádiva!

Agradeço pela inspiração e a preserverança do Sérgio;

Agradeço pela inspiração e a vontade de experimentar do Andrea e do Duarte!

Agradeço à terra … às … mãos … !

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