Sementes Livres

ZONA DE SEMENTES LIVRES(A1)

 

 

 

 

 

 

 

 

Um mundo livre… só poderá ser livre se a base da vida assim o fôr!

 

Colocar a base da vida (as sementes) sobre a alçada das Coorporações?

Sendo as Coorporações as donas e engenheiras da base da vida (reprodução das sementes), assim como donas e engenheiras do alimento que damos às sementes (fertilizantes)… faz de nós o quê? OPERÁRIOS???

Se aquilo que fazemos é comprar a estas Cooporações sementes e fertilizantes para a nossa agricultura podemos dizer que esta é a Nossa Agricultura?

Onde abandonamos a nossa autonomia permitimos que comece a ditadura do Biocapital e assim se enterre a Soberania Alimentar dos Povos!

Podes ver em Portugal onde estão os cultivos de milho genéticamente modificado: http://www.stopogm.net/cultivos

 

Há uma alternativa…

Reclamar essa Soberania Alimentar na nossa Horta, nos nossos Jardins, nas nossas Cantinas, nos Restaurantes, na nossa Cozinha… e falar com a nossa Familia, com os nossos Colegas de trabalho, com as Pessoas no autocarro… escrever posts no facebook, … (…) … trocar sementes de variedades tradicionoais.

“Comer diversidade é essencial para manter a diversidade!” – Dr. Vandana Shiva (http://vandanashiva.com/)

 

Informemo-nos!

Campanha pelas Sementes Livres em Portugal ::  http://gaia.org.pt/sosementes

Plataforma pelos Transgénicos Fora em Portugal :: http://www.stopogm.net/

Seed Freedom Global Movement :: http://seedfreedom.info/declaration-on-seed-freedom/

Naão ao Tratado Transatlântico :: https://www.nao-ao-ttip.pt/

 

O Monte Mimo apoia a Campanha pelas Sementes Livres, e na nossa horta não semeamos Organismos Genéticamente Modificados, nem utilizamos adubos de sintese! Trocamos as sementes que reproduzimos com todas as pessoas que estejam interessadas!

 

Apoia a divulgação da Campanha pelas Sementes Livres, ou outra que faça o mesmo … desde que reclames o direito à Soberania Alimentar, às Sementes Livres… à Nossa Agricultura!

milho artigo

 

 

 

 

 

A Emergência da Semente 2015

Nos dias 5, 6 e 7 de Junho, no Pinhal Novo, encontraram-se activistas para falar e aprender sobre a
situação das sementes em Portugal e no mundo no âmbito da Campanha das Sementes Livres. Este
encontro com o nome de Acampamento Activo Emergência da Semente 2015 foi organizado pelo
GAIA e pelo Projecto 270, tendo o apoio de várias outras organizações e associações.
O tema chave deste encontro foi compreender a situação das sementes em Portugal e no mundo, as
políticas e acordos relacionados com as sementes e como estes afectam o mercado e todo o
ambiente e, por fim, pensar algumas propostas para o futuro desta campanha.
A situação das sementes é alarmante. Existem neste momento acordos como o UPOV que
condicionam a troca e reprodução de sementes essenciais à sobrevivência de agricultores em
diversas partes do mundo.
A ideia vendida por corporações é que as sementes tradicionais são “sujas” ou sem valor para dar
privilégio de sementes híbridas e transgénicas, que necessitam de agro-químicos porque não estão
adaptadas ao meio que se tornam formas de monopolizar a agricultura, uma vez que geralmente as
corporações que detém as patentes destas sementes são as mesmas que vendem os agro-químicos
necessários. Sendo o pior caso, as sementes transgénicas que contaminam através de polinização
outras culturas, podendo os produtores prejudicados ser processados por reprodução ilegal destas
sementes. Além de afectar todo o ecossistema pela utilização de agro-químicos e pela manipulação
genética. Por todas estas razões e ainda pela selecção realizada pelas corporações, que seleccionam
apenas as culturas que promovem a utilização de maquinaria e monoculturas, é afectada também a
biodiversidade de sementes e de plantas.
Estas corporações detém as patentes de sementes transgénicas mas também as patentes de cerca de
100 variedades de sementes não transgénicas e existirem cerca de 1000 pedidos de patentes para
outras variedades. Ter patentes sobre sementes tradicionais é ter propriedade sobre a vida.
Por todas as razões já mencionadas concluí-se que o domínio de oligopólios sobre a alimentação
sufoca os agricultores e o ambiente com métodos de produção com agro-químicos, patentes e a
contaminação genética. Além de existir a ameaça de tratados como o TTIP que abre (ainda mais) o
caminho a estas corporações.
Todas estas informações entre outras foram relatadas e discutidas em várias sessões realizadas
durante o acampamento, como, por exemplo, a conferência “Biocapitalismo Global vs Soberania
Alimentar Local”, que foi realizada no dia 6. Foram partilhados conhecimentos sobre os diferentes
tipos de sementes, políticas relacionadas com as sementes, acordos e patentes sobre sementes, no
que consistiu a Revolução Verde, círculos de sementes e métodos de preservação de sementes,
como manter um solo vivo e técnicas de regeneração de solo, como a alimentação pode influenciar
e ser influenciada por todos estes aspectos, entre outros.
Por compreender a importância e urgência de alterar esta situação é fundamental as interligações
entre todos. Estas ligações podem ser realizadas através de encontros entre pessoas com o objectivo
de se organizar e trabalhar por um futuro que valorize mais as sementes, os solos e a soberania
alimentar e dar a conhecer a todos e principalmente aos consumidores.
Todos temos escolha e podemos alterar esta situação através das nossas escolhas como
consumidores, ao escolher produtos que sejam de agricultura ecológica, tentar conhecer o produtor
e a origem dos produtos e se possível e comprar produtos locais.
Saiba mais em: http://gaia.org.pt/sosementes
Marta Sousa

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